A janela. Nos prédios vizinhos, duas ou três acesas, e nem madrugada é. A solidão é real, absoluta – até mesmo a cidade está vazia, e não só seu coração. “Uma noite em Curitiba” é o livro que lê e a vida que vive. Uma brisa com cheiro de verde bate no rosto, traz lembranças de meninice. Um inesperado raio cai sobre algum lugar distante, são dois raios e são três raios. Mesmo na ameaça de tempestade, a lua se mostra cheia em sua glória total. Lembra-se da última vez em que olhou por esta janela e estava sentindo-se, como hoje, leve como uma pluma. A lua era cheia, assim como agora, e ela deixou a cortina aberta para que iluminasse seu sono. A situação era outra, os sentimentos eram outros, a moça era outra, o motivo era outro. Hoje, provavelmente, a moça vai deixar a lua (e a tempestade) cuidarem de seu sono. E só a natureza, com esse cheiro de verde infantil, será testemunha desta tranqüilidade de esquecimento, esperança e leveza.
Um coração. Me chamo Manuela Salazar, estudo jornalismo, fotografia e francês, apaixonadamente. Não dispenso um bom livro, boa música, bons filmes, boas companhias, uma mesa de bar. E, ao fim do dia, uma xícara de chá. Ou um Dry Martini. Agora é momento de mudar de tom, refletir, deixar-se levar.
A maioria das imagens que ilustram o blog são de minha autoria.
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"Ecco, tutto ritorna come prima, tutto è di nuovo confuso, ma questa confusione sono io, io come sono non come vorrei essere, e non mi fa più paura. Dire la verità, quello che non so, che cerco, che non ho ancora trovato. Solo così mi sento vivo e posso guardare i tuoi occhi fedeli senza vergogna" Guido Anselmi, Otto e Mezzo de Fellini
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