terça-feira, dezembro 25, 2007

Dois Paradoxos


Paradoxo 1

O silêncio. Um silêncio metafórico, dolorido, forçoso. A minha boca - tão acostumada às palavras, aos risos, ao grito, ao choro, ao beijo - permanece fechada. A mente articula frases mil, desculpas, raivas, indiferença, felicidade, mas da boca nada sai. Qualquer palavra parece ter um sentido vago e impreciso. O silêncio é que tem significado.

Paradoxo 2

A solidão. Sentimento relativo, presente e ausente em um tempo mesmo e estranho. São mil tipos, iguais em essência. “Me sinto só”, “Não me deixe só”, “Estou tão só”, “Detesto ficar sozinho”, “Tenho medo da solidão”, “Preciso ficar só”, “Me deixe só”. Só para refletir, só para chorar, só para estudar, só para rir. Só em meio a uma multidão. Só por opção, só por situação, só por incompreensão. Só por gosto, só por desgosto. Solidão da timidez, solidão da amargura, solidão do sofrimento, solidão da rejeição. Seremos todos sós em nossa individualidade ou seria a solidão apenas uma impressão?

Um comentário:

Lubi disse...

Solidão não é só impressão, no meu ponto de vista.
Nós a sentimos muito bem e muito forte, ás vezes.
Daí, é quando o silêncio fala.

Um beijo, flor. Saudade daqui.

Um ótimo ano novo!